Rapaz fica cego após agressão mãe da vítima diz que o filho foi agredido no interior dA 'jam' na manhã De domingo 
Um jovem de 29 anos ficou cego de um olho, ao que tudo indica, após ter sido agredido com um copo quando se encontrava no interior da discoteca 'Jam'.
O caso aconteceu na madrugada de domingo, por volta das 5 horas, quando a vítima estava com um amigo no interior do espaço situado na Avenida Sá Carneiro.
O colega terá ido à casa de banho e o jovem aguardou a chegada do amigo encostado a uma coluna, contou a mãe.
Minutos depois, e sem que houvesse qualquer tipo de provocação por parte do agredido, alguém terá partido um copo na face provocando-lhe ferimentos graves.
"Só teve tempo de retirar alguns cacos da cara", referiu a mãe, citando as declarações do filho que ainda permanece internado no Hospital Central do Funchal.
A vítima saiu do interior do 'Jam' utilizando as mãos para se orientar e no percurso até à porta de saída alguém ter-lhe-á dado uma toalha para que pudesse estancar o sangue.
Minutos mais tarde, quando já estava no exterior do espaço, chegou uma ambulância dos Bombeiros Municipais do Funchal que transportou o rapaz até às urgências, onde deu entrada por volta das 5h35.
A mãe do rapaz estava a dormir e acordou com o telefone a tocar. Do outro lado informaram-lhe que o filho estava no hospital.
A má notícia foi-lhe dada pouco tempo depois de chegar às urgências pela voz do médico: "O seu filho está sem uma vista", recordou a mãe.
Ao que conseguimos apurar, o agente que se encontrava de serviço nas urgências terá dado conhecimento da situação à Esquadra do Funchal. Por volta das 8 horas, a polícia dirigiu-se ao local onde terá acontecido a agressão mas o espaço já estava fechado.
Neste momento estão a ser recolhidas todas as provas para um processo que vai ser encaminhado para o Ministério Público.
A mãe do rapaz não vai baixar os braços para conseguir encontrar o culpado, no entanto, tem tido dificuldades em arranjar testemunhas que tenham presenciado a presumível agressão.
A PSP terá, também, notificado os responsáveis daquela discoteca para guardarem as cassetes de videovigilância que possam mostrar o que aconteceu no interior do espaço.
O proprietário da discoteca, Emanuel Rebelo, disse desconhecer o caso porque nessa noite não esteve de serviço. O gerente, Jota Rebelo, por seu turno, apesar de ter conhecimento da agressão, preferiu não fazer comentários.
A mãe está desorientada porque terá de custear as despesas de hospital, assim como a prótese e os óculos especiais que o filho vai ter de usar. Além disso, terá, também, de pedir baixa no trabalho para dar assistência ao filho.
Filipe Gonçalves
in Diario de Noticias 05-06-2008