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Sexta, 18 Maio, 2012, 07:26:03
MBN FórumMúsica & ClubbingProdução Áudio & DjingInformação técnica e teórica / Recursos (Moderador: L-band)Guia do produtor principiante - Versão compilada
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Autor Tópico: Guia do produtor principiante - Versão compilada  (Lida 1238 vezes)
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L-band
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« em: Segunda, 09 Fevereiro, 2009, 14:31:16 »

Informação:
O ''Guia do principiante'' foi inicialmente escrito numa série de artigos postados em diferentes datas e em tópicos diferentes. Esta versão compilada visa reunir toda esta informação, fornecendo uma leitura mais seguida e sem quebras.

Relembro que este 'Guia do Principiante' é uma ideia que estará sempre aberta ás vossas opiniões/sugestões/adição, sempre com o objectivo de melhorar/aumentar a utilidade, qualidade e quantidade da informação aqui deixada.
Não se esqueçam de que é o trabalho em grupo que nos faz alcançar algo maior. A vossa participação é muito importante.


L-band






Guia do produtor principiante


Informação inicial

Alguém que aspira a ser produtor de música, é alguém que quer ser capaz de produzir a sua música original e/ou produzir música para terceiros.
Na maior parte das vezes é requerido que o produtor principiante tenha noções básicas sobre Música e saiba tocar um instrumento musical, geralmente teclas. O produtor iniciante tem que ter a capacidade de pensar musicalmente e ser capaz de transpôr/escrever/programar as ideias para a ferramenta de produção musical (no computador), utilizando para isso um instrumento musical (teclado geralmente) ou outro instrumento de interacção, como o rato do computador ou ainda outro(s) equipamento(s) personalizado(s).
Saber produzir temas requer o conhecimento e compreensão de uma série de conceitos básicos (como o tempo e a estrutura (barras;compassos) usados em música) e conceitos avançados (como os efeitos usados em estúdio, acústica, etc.). A velocidade de absorção desse conhecimento depende da aptidão e perspicácia musicais do produtor iniciante. Os melhores produtores têm estas características: grande orientação para a experimentação, capacidade de manter um bom rítmo de prática e capacidade de procurar/absorver informação. Palavras chave são: experimentar, praticar e informar-se. A cola que liga estas palavras chave chama-se: força de vontade. É importante perceber que na produção não existem resultados rápidos até se trabalhar o suficiente para tornar essa capacidade numa realidade.


Sou um produtor principiante. Que material devo adquirir para produzir música?

Para produzir música é necessário, no mínimo, este material: um PC ou portátil, uma placa de som (interna ou externa), um par de colunas monitoras, uma mesa de som, um teclado (ou outro(s) instrumento(s) de controlo) e software de produção de música.

PC/portátil: independentemente de ser PC ou MAC, convém possuir no mínimo 1Gb RAM.

Placa de som: podem optar por usar a vossa sound blaster ou audigy ou outra placa interna qualquer que já possuam nas vossas máquinas (façam o update dos drivers das vossas placas). Entretanto, recomenda-se que logo que estejam dispostos a fazer algum investimento, convém comprar uma boa placa de som externa profissional. Existem placas USB ou firewire profissionais a preços muito acessíveis e que oferecem uma qualidade de som mais competitiva:-)
Não se esqueçam de que as placas de som também influenciam bastante a qualidade do som ouvido durante as produções, isto porque a qualidade dos seus componentes (principalmente dos conversores ADC-analógico para digital e DAC-digital para analógico) variam bastante de modelo para modelo.

Colunas monitoras: aqui está uma das ferramentas mais críticas do vosso equipamento de produção. Não vos vou mentir e dizer que qualquer coisa serve no início. Atenção que investir num bom par de colunas monitoras é mesmo essencial para uma boa produção, e logo que tenham essa possibilidade nem pensem duas vezes.
Se o vosso orçamento é muito limitado e não permite o investimento em monitoras profissionais, sempre podem optar por usar as colunas do vosso Hi-fi; façam a ligação da vossa placa de som (do computador) ao vosso Hi-fi, através da entrada line-in; desliguem no Hi-fi todas as opções que acrescentam mais graves ou agudos ao som (bass e treble em posição neutra), e assim evitam a coloração extra do áudio que sai da placa de som. Relembro que esta medida é temporária e a vossa boa produção depende do investimento num bom par de colunas monitoras.

Mesa de som: se ainda não tiverem colunas monitoras profissionais e optarem por fazer o som sair com a ajuda do Hi-fi, como referido antes, então o uso de uma mesa de som não deverá ter grande utilidade, já que podem controlar o volume das colunas via Hi-fi.
Para quem já tem um par de colunas monitoras dedicadas, a mesa de som é útil para fazer sair o áudio da placa de som para as monitoras, oferecendo um controlo do volume, possível equalização, e ainda inserção de efeitos externos (hardware).

Teclado: sendo este um instrumento musical, permite-vos interagir com o computador, de forma a controlar/tocar os sintetizadores/sons/samples usados na produção dos temas.
Existem os chamados teclados MIDI, a preços acessíveis, e que vos permite interagir com qualquer software de produção que estejam a usar.
Claro que sempre é possível interagir com o software de produção através do uso exclusivo do rato do computador, facilitando a criação de música para quem não sabe tocar teclado. Editores MIDI são especialmente convidativos ao uso do rato, uma virtude da tecnologia moderna, não acessível no passado.

Software de produção de música: é esta a vossa ferramenta de trabalho principal. Se tiverem a oportunidade de experimentar as demos de vários programas diferentes, antes de escolher o que vos parece mais acessível, façam isso.
Programas de produção já sugeridos aqui no fórum são: FL Studio, Ableton Live, Acid Pro, Cubase, Sonar.
Futuramente irão ser sugeridas algumas estratégias para tornar mais produtivo o trabalho com o software de produção.


Volto a referir que o equipamento descrito acima é o mínimo requerido para começarem a produzir a vossa música. À medida que os vossos conhecimentos de produção forem evoluindo, de certeza que também as configurações do equipamento irão sofrer alterações. O vosso equipamento vai sempre servindo os vossos objectivos na produção.



A interface de um software de produção


Apesar das interfaces dos programas de produção estarem desenhadas de forma diferente, existe uma grande semelhança entre as várias funcionalidades que oferecem.
Antes do produtor se sentir familiarizado e encontrar produtividade no uso do software, é necessário fazer um reconhecimento da localização das funções.
Independentemente do software, existe um certo número de funcionalidades básicas mostradas na interface: 

a) as pistas (tracks)

b) a mesa de som virtual (onde se localizam os faders das diferentes pistas; o fader do master; os sends e inserts)

c) a zona do player virtual (onde se localiza o play/stop/forward/backward/relógio do tempo/bpm/etc.)

d) a zona de acesso às pastas fora do programa (onde se encontram os samples, sons gravados, midi files ou outro media)

e) a zona dos efeitos/instrumentos (onde se encontram os equalizadores, flangers, chorus, delays, instrumentos/sintetizadores virtuais e toda a panóplia de vst´s que processam e criam o som)

Sentir-se familiarizado com as várias funções do software, acelera a fluidez de trabalho e torna a produção mais agradável e efectiva. Muitas vezes os programas vêm acompanhados de tutorials para ajudar o produtor a perceber os procedimentos.
São estas algumas das tarefas básicas que se desenrolam e se repetem durante as produções:

a) a criação/eliminação de pistas

b) importação/gravação/eliminação de clips de áudio e midi nas pistas

c) a inserção de efeitos nas pistas ou no master

d) fazer o routing do som entre pistas/pistas e pistas/master

Após o domínio das funções básicas oferecidas pelo software, chega então o momento de começar a produzir as primeiras grooves.
Noutro tópico irá ser feita uma introdução sobre a diferença entre o áudio e o midi e como usar as ferramentas que produzem som, assim como as diferenças entre elas.



MIDI e Áudio, as diferenças


MIDI

MIDI é o acrónimo de 'Musical Instrument Digital Interface' - Interface Digital para Instrumentos Musicais.
MIDI é nada mais do que um protocolo, uma linguagem, que serve para as máquinas musicais (sintetizadores, samplers, computadores, etc.) comunicarem, interagirem e sincronizarem entre si. O MIDI transporta informação/instruções para tornar possível a criação de música através do uso/interacção/sincronização de instrumentos electrónicos.

Antes de surgir a linguagem MIDI já existiam outras linguagens que tornavam possível a comunicação musical entre as máquinas. Essas linguagens eram geralmente incompatíveis entre si, razão pela qual surgiu, em 1981, a ideia de criar uma linguagem universal, usada por todas as máquinas e que substituísse todas as outras existentes. Essa ideia inicial foi da autoria de um engenheiro chamado de David Smith, e foi finalmente em 1983 que o MIDI foi adoptado pela indústria como a linguagem padrão usada pelas máquinas musicais, linguagem essa prevalente até aos dias de hoje.

O MIDI contém informação/instrução sobre as notas a tocar, a sua velocidade, o volume, o pitch bend, o panning (balanço), o vibrato e ainda 'cues' sobre a linha do tempo (que permitem a sincronização das máquinas). Toda esta informação pode ser criada, comunicada e sincronizada entre máquinas, em tempo real. A informação MIDI pode ser ainda exportada/guardada num ficheiro MIDI standard e depois utilizada novamente em qualquer outro momento. Sendo o MIDI uma informação/instrução, é necessário a existência de um instrumento electrónico capaz de transpôr essa informação/instrução para som audível. Instrumentos esses, que são capazes de perceber as instruções MIDI, podem ter vida virtual em forma de software (tal como os VST´s - virtual studio technology) ou vida real em forma de hardware (tais como as drum machines ou os samplers, por exemplo).

Uma interface MIDI, é um dispositivo com saídas e entradas MIDI (MIDI-in e MIDI-out). As interfaces MIDI servem para ligar máquinas (como os sintetizadores, samplers, drum machines, mesas de som, etc) directamente ao computador, via USB ou via firewire.
Muitas placas de som profissionais já possuem também a funcionalidade de uma interface MIDI, já que possuem MIDI-in, MIDI-out e ainda saídas MIDI-thru (que re-transmitem a informação recebida em MIDI-in). Usando estas placas de som é possível conectar equipamento sem a necessidade de usar uma interface MIDI extra (USB ou firewire).


O áudio

O áudio tem uma natureza totalmente diferente do MIDI. Ao contrário do MIDI, o áudio já possui a informação sonora em si. O áudio (digital) é uma sequência de samples (com um determinado sample rate e bit rate) e que quando é lido transmite som. O MIDI armazena instruções, enquanto que áudio armazena som (samples). Desta forma, explica-se porque razão o tamanho dos ficheiros áudio é tão grande, quando comparado com o tamanho dos ficheiros MIDI.


O uso de MIDI e áudio nos projectos

O uso simultâneo de MIDI e áudio nos projectos, já é algo comum e possível quando se utiliza software de produção musical. Torna-se assim possível misturar o som electrónico sintetizado (através de MIDI) com o som (áudio) gravado/samplado de vozes, instrumentos ou ambiente.



Instrumentos e produção/recolha de áudio para criar música

Os instrumentos (em electrónica)

Existe uma quantidade incrível de diferentes instrumentos electrónicos usados em produção, parte deles têm natureza virtual (software) e parte deles são reais, os sintetizadores hardware. Existem sintetizadores hardware de diferentes marcas e modelos, que produzem sons clássicos ou sons vanguardistas. Alguns desses sintetizadores hardware também existem sobre a forma de um programa sintetizador (VST), que emula mais, ou menos, as funções do seu irmão real.
Para a maior parte dos produtores de música electrónica, o sintetizador (hardware ou virtual) é o instrumento de eleição para produzir a sua música. Contudo, os instrumentos clássicos também fazem parte dos arranjos em muita da música electrónica que ouvimos! Guitarras (acústicas e eléctricas), baixos, baterias, etc.. todos contribuem com o seu som único e familiar na produção de música com orientação mais electrónica.


Como produzir/recolher o áudio para criação de música

O áudio usado nas produções é geralmente sintetizado/gravado/samplado a partir de um instrumento electrónico/clássico. O áudio também pode ser criado a partir de processamento usando software para samplar ou manipular os sons pré-gravados. O som ambiente em todas as suas manifestações é também uma excelente fonte de sons para uso em produção. A imaginação do produtor é um requerimento essencial nesta fase criativa!
Na tentativa de encontrar os instrumentos para criar a sua música, muitos produtores decidem comprar sintetizadores hardware existentes no mercado ou optam por comprar programas sintetizadores (VST´s). Existe também na internet imensos programas sintetizadores que são grátis, muitos com boa qualidade.

Enquanto que alguns produtores estão dispostos a explorar a via do uso dos sintetizadores (hardware ou virtuais) como fonte de áudio, outros estarão à procura do uso de samples pré-gravados para criar música. Para estes, existem imensos pacotes de samples/loops no mercado, que cobrem qualquer área da electrónica. Samples de bateria, baixo, synth, percussão, voz, loops de beats, etc.. são fontes de áudio bastante populares. Muita da música electrónica que ouvimos é exclusivamente criada a partir de samples/loops.


Que tipos de instrumentos virtuais (VST´s) existem?

Os instrumentos virtuais já invadiram o mundo da produção por completo. Existem variados tipos de instrumentos virtuais que servem para uso geral ou específico, uso para a síntese de som ou uso para criar efeitos simples ou complexos no som.
Existem VST´s que criam/manipulam sons de percussão, outros que sintetizam baixos, outros que sintetizam uma panóplia de sons vários. Existem VST´s que manipulam a dinâmica da música, são eles compressores, limitadores, gates e equalizadores. Existem ainda outros que produzem efeitos usando delay, como os flangers, chorus, phasers, outros ainda que criam vozes interessantes, como os vocoders, e outros vários que são inovadores e produzem os efeitos mais estranhos no som, como os sintetizadores granulares.

Por vezes é difícil a utilização de alguns VST´s, pois é requerido que um produtor possua primeiro algumas noções básicas ou avançadas sobre o uso das ferramentas de produção. Por isso é muito importante explorar que tipos de ferramentas existem nos vossos arsenais de produção e para que situações servem o seu uso. Ao longo dos próximos tempos vai ser aqui deixada informação sobre estas ferramentas, já que é um assunto central.



Perceber a Métrica (parte 1)


Perceber o conceito de métrica é muito importante na produção de música. A métrica/grelha do tempo dos vossos sequenciadores é a zona mais exposta da interface e é onde se desenvolve todo o trabalho de escrever um tema. A métrica/grelha do tempo é uma série de divisões e subdivisões que representam tempo e que podem ser manipuladas ao atribuir-se determinada 'Time signature' ao projecto.

O que é a métrica?

A métrica é o termo geral dado às divisões e subdivisões existentes na linha do tempo dos vossos sequenciadores e à forma como se organizam. Essas divisões/subdivisões de tempo possuem termos descritivos, tais como: Beat e Bar (ou Measure).


Conceito de Beat, Bar (ou Measure) e Time signature



A imagem acima ilustra a forma como os elementos da métrica se relacionam entre si. (Cliquem na imagem para aumentar ou fazer o download)
Cada um dos pontos negros representa um pulso de som, um pulso do instrumento que está a ser tocado. Posto isto, a Beat é pois o elemento básico da métrica. Uma Beat é um pulso de som - que pode ser a nota de um baixo, um valente kick, um clap ou simplesmente a nota de um piano. Cada ponto negro representa uma beat e existem quatro pontos negros na imagem, representando quatro beats. Se imaginarem que cada Beat/pulso é um kick, e se mantiverem um tempo de ocorrência igual entre cada beat, podem fazer correr na vossa imaginação uma batida rítmica, repetindo constantemente a estrutura, em loop: (Pum, Pum, Pum, Pum) (Pum, Pum, Pum, Pum) (...) (não se esqueçam de que o tempo que decorre depois da beat 4, antes de se voltar novamente à beat 1 para recomeçar um novo ciclo, é precisamente igual ao tempo que decorre entre a beat 1 e 2, a beat 2 e 3, e a beat 3 e 4).
A velocidade com que vocês imaginam essa batida é determinada por um parâmetro chamado de Bpm. Bpm significa batidas por minuto e pode ser manipulado directamente nos vossos sequenciadores. Na zona esquerda da imagem (acima) é dado o valor de Bpm=120, isto quer dizer que a velocidade da batida que vocês imaginam é sugerida para 120 pulsos por minuto, o mesmo que 2 pulsos/kicks em cada segundo.

Ao conjunto das 4 Beats representadas na imagem (4 pulsos rítmicos) dá-se o nome de Bar ou measure. O Bar é o bloco básico dos samples/loops/pulsos que se repetem. Neste exemplo dado, o Bar tem quatro beats. Entretanto em música, 1 Bar é representado no mínimo por 2 Beats ou 3 Beats. A partir deste mínimo pensa-se em multiplicadores, ou seja, 1 bar pode conter 2 beats, 4 beats, 8 Beats, 16 Beats ou então, no caso da valsa, 3 beats, 6 beats, 12 beats.
Ainda por exemplo, quando os Dj´s misturam os temas, geralmente pensam na equação 1 bar = 32 beats. Eles começam a contar 32 beats antes de encaixar a primeira beat da faixa seguinte na estrutura da faixa corrente.

A noção de Time signature fica agora mais fácil de perceber, depois de explicada a noção de beat e bar. A Time signature altera/rearranja as divisões e subdivisões da linha de tempo dos vossos sequenciadores. Na imagem vê-se o exemplo de uma Time signature de 4/4, a mais usada. O 4 em cima da linha revela o número de beats por bar (na grelha do tempo), e o quatro abaixo da linha revela o tamanho da nota do beat, neste caso 1 quarto de nota. No caso 3/2, o 3 representa o número de beats por bar sendo que cada beat corresponde a metade de uma nota - o 2. No caso 2/1, 2 é o número de beats por bar sendo que cada beat corresponde a uma nota completa - o 1.

Existem muitas combinações/rearranjos possíveis da grelha de tempo dos vossos sequenciadores. Ao explorar esta potencialidade é possível criar padrões de rítmo interessantes.


Noção de Beat forte e Beat fraca

Olhando ainda para a imagem disponibilizada acima, podemos ver que dentro de 1 bar existem dois tipos de beat: a forte e a fraca.
Na música criou-se a noção de que a primeira e terceira beats são as mais fortes na marcação/pulsação da música. A segunda e quarta beats geralmente não têm uma forte pulsação, razão pela qual foram designadas de fracas.
É possível criar música onde a pulsação de todos os instrumentos acontece nas beats fortes, entretanto todos nós já ouvimos música em que a pulsação mais forte acontece nas beats consideradas fracas e por vezes acontece haver pulsação dos instrumentos nos espaços entre as beats. Quando isto acontece diz-se que os instrumentos estão em sincopação. Elementos instrumentais sincopados estão presentes e são importantes em vários géneros musicais, que vão desde o jazz, passando pelo reaggae, hip hop, pop music e até à maior parte dos géneros da electrónica, etc. etc.


Noção de sincopação

Para se dizer que um pulso instrumental é sincopado tem que acontecer pelo menos um destes eventos: a pulsação forte faz-se sentir nas beats classicamente fracas (segunda e quarta), a pulsação acontece nos espaços entre as beats ou simplesmente a pulsação deixa de existir nas beats fortes.



Perceber a Métrica (parte 2)


Na primeira parte foi explicada a noção de métrica e os conceitos de beat, bar e time signature.
Nesta segunda parte o objectivo é mostrar como encontrar esses elementos da métrica nas grelhas de tempo dos vossos sequenciadores.
Nas imagens criadas, foi usado como exemplo o software Ableton Live 6. Para os que acharem difícil encontrar as beats e barras nos vossos programas postem o pedido de ajuda neste fórum.
Perceber como usar a métrica nas vossas produções torna mais fácil entender como são criados os rítmos na música e como depois aplicar esse conhecimento para criar os vossos rítmos originais, sejam eles batidas, linhas de baixo, efeitos, etc, etc.

As imagens abaixo identificam os elementos da métrica em 3 situações possíveis onde a time signature é diferente:

Time signature 4/4



Time signature 3/4



Time signature 1/4



« Última modificação: Sábado, 13 Junho, 2009, 12:57:41 por L-band » Registado
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« Responder #1 em: Sábado, 13 Junho, 2009, 12:59:36 »

Tópico revisto e conteúdo actualizado. Data: 13/06 - 2009

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