ESTUDOS COMPROVAM: O VEGETARIANISMO É SAUDÁVEL
POLÉMICA REPORTAGEM DA SIC E VISÃO MANIPULA NEGATIVAMENTE O VEGETARIANISMO
"Nada será mais benéfico para a saúde humana e o ambiente que o vegetarianismo"
Albert Einstein
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http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php/topic,734.0.html Imagens de alimentos e pratos vegetarianos:
http://www.eco-gaia.net/web-album/thumbnails.php?album=29 Introdução:Actualmente e por todo o mundo, dezenas de milhões de vegetarianos com boa saúde que já o são há vários anos, décadas ou mesmo em toda a sua vida, desde atletas campeões, actores, filósofos, cientistas até "simples" cidadãos, comprovam sem qualquer sombra de dúvidas que a alimentação vegetariana é muito saudável para todos e para todas as idades, isto sem contar com todas as outras vantagens, sejam elas éticas, ambientais e de sustentabilidade, espirituais e humanitárias... No entanto, derivado a vários interesses ou preconceitos, ainda existem muitas pessoas e grupos, que de alguma forma, consciente ou não, tentam manipular esta questão para manter a generalidade das pessoas desinformadas para as vantagens do vegetarianismo. Quem quiser conhecer factos científicos acerca de toda esta matéria, poderá ler mais abaixo um exemplo de alguns artigos científicos apresentados e ver os sites indicados para mais detalhes.
Se quiser saber o que pode fazer para protestar e ajudar a evitar mais destas reportagens desinformativas, é favor ler mais abaixo.
A reportagem polémica:No Domingo de dia 14 de Janeiro, foi apresentado na estação de televisão SIC (
www.sic.pt ), uma reportagem sobre vegetarianismo, no qual apresentava um jornalista da revista Visão (do mesmo grupo empresarial que a SIC), a sem qualquer motivo válido, fazer uma experiência por um período de 2 meses, para passar de um regime alimentar omnívoro (que come carnes), para um regime alimentar estritamente vegetariano, também conhecido por veganismo (não consome nada de origem animal). O jornalista disse querer experimentar isto apenas para fazer uma reportagem e demonstrar como é que o seu corpo e mente reagiriam face à experiência, uma experiência que à partida estaria condenada ao fracasso devido à forma leviana como foi realizada.
No entanto, no geral da reportagem da Visão, e especialmente da SIC que teve uma longa duração de cerca de 30 mins, demonstrou-se que a mesma foi na realidade uma vergonha para o jornalismo, foi parcial, deturpada e repleta de desinformação acerca do que o vegetarianismo realmente é. Foi muito pobre em conteúdos, sem qualquer informação relevante e útil, o jornalista simplesmente não percebia nada sobre vegetarianismo e culinária vegetariana, não falaram sequer dos importantes motivos que levam as pessoas a serem vegetarianas, entre outros erros. A SIC e a Visão chegaram ao ponto de contactar pessoas e associações vegetarianas como a Associação Vegetariana Portuguesa e o Centro Vegetariano, e apesar de ter recebido informação científica acerca do assunto e a disponibilidade por parte de vegetarianos experientes para falar do assunto, ainda assim por algum motivo não explicado, a SIC decidiu não apresentar qualquer facto informativo sobre o vegetarianismo ou entrevistar vegetarianos, tendo dessa forma, a reportagem mostrado somente um lado da questão que se revelou ser deturpado. Seria importantíssimo perceber o porque de a Visão e especialmente a SIC terem-se recusado a fazer tal coisa, pois seria da sua obrigação jornalística o fazer. O que a SIC fez, foi entrevistar uma família que tem uma alimentação macrobiótica (que pouco ou nada tem a ver com vegetarianismo), e que ainda por cima não eram vegetarianos porque comiam carnes, sendo que isto obviamente não fez qualquer sentido para com o tema em questão.
Outro dado muito relevante é que a SIC e a Visão pediram a assistência de uma conhecida médica de nome Isabel do Carmo, para em termos nutricionais aconselhar o senhor jornalista que fez a experiência, e igualmente monitorizar o seu progresso. No entanto esta médica não é sequer nutricionista (isso não foi referido), e é publicamente uma conhecida opositora do vegetarianismo, se por preconceito, falta de informação ou por algum interesse escondido, fica aqui uma questão deveras pertinente. Obviamente que por todos estes motivos, que a sua posição e comentários sobre o assunto dentro da reportagem, não seriam imparciais, como acabou por se comprovar, tendo isso sido muito mais perceptível quando uma semana mais tarde, a SIC realizou um pequeno debate sobre o tema (devido a todos os protestos que a SIC recebeu contra a parcialidade da reportagem), no qual a mesma senhora se comportou de uma forma pouco exemplar, tendo demonstrado toda a sua ignorância e preconceito contra o vegetarianismo.
É muito importante ter a consciência que, assim como acontece noutras áreas, infelizmente na alimentação existem muitos médicos e nutricionistas que, essencialmente por estarem mal informados ou derivado a interesses económicos por detrás da questão, adoptam o tipo de atitudes que foi adoptada pelos ditos "especialistas" nesta reportagem, desinformando assim as pessoas. É importante não se acreditar em tudo o que se vê e lê sem questionar, mas sim pensar por nós próprios e procurar nos informarmos em várias fontes.
Qual o verdadeiro motivo que moveu os jornalistas a fazerem esta reportagem?
Esta será talvez a principal questão a fazer, pois da forma parcial e desinformativa como a reportagem foi feita, ainda por cima a terem-se negado a consultar e dado tempo de antena a pessoas vegetarianas entendidas no assunto, uma pessoa tem a forte tendência de suspeitar que por detrás desta peça de pseudo-jornalismo, ou existe um forte preconceito por parte de alguém ou de um grupo, ou existem fortes interesses económicos por parte da indústria de exploração de animais.
A reportagem da SIC representou uma forte perda de credibilidade jornalística, nos dias seguintes foram centenas os protestos que se fizeram ouvir contra a reportagem, vindo de vegetarianos e mesmo de não-vegetarianos, de vários profissionais como médicos e nutricionistas. A indignação, oposição e pressão foi de tal ordem que a SIC, numa fraca tentativa de "tentar lavar a cara" e restaurar alguma credibilidade, emitiu um pequeno e incompleto debate extraordinário sobre a reportagem e o vegetarianismo, no dia 20 de Janeiro, infelizmente na SIC Noticias, aos quais poucas pessoas têm acesso.
Conheças as reportagens que são a origem desta polémica:
Reportagem SIC:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/sic+tv/reportagem+sic/100+Vegetal.htmReportagem Visão:
http://clix.visao.pt/Actualidade/Sociedade/Pages/vegetariano.aspx Para saber mais, consulte estes sites de grande qualidade informativa sobre o Vegetarianismo:
www.avp.org.pt |
www.centrovegetariano.org |
www.sejavegetariano.org Animação - Porque ser Vegetariano?
http://avp.org.pt/avp-vegetarianismo/avp-flash_porque_ser_vegano.htm --------------------------------------------------------------------------------
ARTIGOS CIENTÍFICOS SOBRE OS
BENEFÍCIOS DE SAÚDE DO VEGETARIANISMO
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RAZÕES DE SAÚDE PARA O VEGETARIANISMO:
A opção por uma alimentação vegetariana equilibrada é considerada, desde há anos e por várias organizações e instituições, como uma escolha saudável e benéfica, já que ajuda a prevenir e a tratar várias doenças e problemas de saúde. (1)
No Journal of The American Medical Association refere-se que "uma dieta vegetariana pode prevenir de 90 a 97% de todas as doenças cardíacas."
O American National Institute of Health acentua que "os vegetarianos possuem uma longevidade maior e uma menor incidência de cancro quando comparados com quem come carne."
Estas considerações são corroboradas pelos muitos estudos científicos indicando que pessoas com uma alimentação vegetariana – quando comparadas com quem come carne animal - têm menor risco de contraírem vários problemas de saúde e apresentam menor incidência de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, vários tipos de cancro (do cólon, do colo-rectal, nos intestinos, pulmonar), falhas renais, osteoporose, asma, alergias, entre outras.(2)
Por exemplo, os estudos do PCRM (Comité Médico para uma Medicina Responsável) mostram que a carne não é essencial para a saúde. Podem-se facilmente obter os nutrientes de que o nosso organismo necessita, incluindo as proteínas, através do consumo exclusivo de alimentos de origem vegetal. A realidade é que os omnívoros (principalmente nos países ocidentais e mais industrializados) consomem proteína em excesso, logo uma correcta alimentação vegetariana irá diminuir este excesso até níveis mais adequados ao metabolismo do organismo humano.
Os problemas de comer carne:A carne e derivados (ovos, lacticínios) apresentam valores extremamente altos de colesterol nocivo e de gorduras saturadas. Este excesso vai-se acumulando nas paredes internas das artérias causando arteriosclerose, que conduz à hipertensão arterial, às doenças cardíacas e derrames. As doenças cardíacas são a causa de quase metade das mortes nos EUA e em muitos dos restantes países mais industrializados.
O tempo que a carne demora a fazer a digestão e passar pelo intestino é de aproximadamente cinco dias, enquanto que uma refeição vegetariana demora cerca de um dia. Quanto mais tempo o alimento em putrefação fica no intestino, maior é o risco de contrair cancro do cólon e outras doenças intestinais.
Quando se faz um churrasco, a gordura que vai pingando pode produzir um subproduto chamado Benzopireno-1, que é o principal agente causador do cancro no fumo do tabaco. O benzopireno sobe pelo fumo do carvão e adere à carne do churrasco. Assim, um pedaço de carne (900 gr) de churrasco bem passado pode conter a mesma quantidade de benzopireno que 600 cigarros. Metilcloranteno, uma outra substância relacionada com o aparecimento de cancro, é formada quando a gordura é aquecida a uma alta temperatura, seja a carne frita, cozida ou grelhada.
O nitrato de sódio e o sódio nitrito são usados como conservantes para retardar a putrefacção em todas as carnes curadas/fumadas (enchidos, presunto). Sob certas condições, os nitratos combinam-se com as aminas encontradas nas carnes e outros alimentos para formar nitrosaminas, que são consideradas pelo FDA como "um dos mais formidáveis e versáteis grupos de cancerígenos já descobertos".
A carne requer pelo menos 3 vezes mais trabalho da parte dos rins do que os alimentos de origem vegetal. Os ovos também sobrecarregam os rins e o fígado devido ao alto teor de enxofre (além do alto teor de colesterol nocivo). Quando os rins adoecem devido à sobrecarga e à idade, os dejectos são depositados por todo o organismo e cristalizam-se nas articulações. Isso provoca a condição dolorosa da artrite, do reumatismo e da gota.
Esteróides e outras hormonas têm sido usados durante anos para aumentar artificialmente o peso dos animais de criação. Anfetaminas, tranquilizantes, antibióticos e centenas de outros medicamentos também são usados e vão passar para o organismo humano quando a pessoa ingere essa carne. Evitar o consumo de carne é um dos melhores e mais simples caminhos para reduzir a ingestão de gorduras.
As seguintes doenças são comuns em pessoas que comem carne: anemias, apendicite, artrite, cancro da mama, cancro de cólon, cancro de próstata, colesterol, prisão de ventre, obesidade, diabetes, pedras na vesícula, gota, hipertensão arterial, indigestão e outros problemas gástricos, falhas renais, varizes, asma, alergias, etc (4)
Os benefícios da alimentação vegetariana:O organismo não pode utilizar ou assimilar a proteína no seu estado original. A proteína deve ser primeiro desdobrada nos seus aminoácidos componentes. Há 23 aminoácidos e o organismo humano produz todos excepto 8 deles. Embora todas as frutas contenham a maioria destes 8 aminoácidos, há alguns vegetais que contêm todos os oito. Eles são: bananas, cenouras, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, milho, pepino, beringela, couve-galega, quiabo, ervilha, batata, batata doce, abóbora e tomate. (4)
Todas as nozes, sementes de girassol e de sésamo, amendoins e feijões também contêm todos os 8 aminoácidos não produzidos pelo organismo. É muito mais fácil para o organismo absorver aminoácidos desses alimentos do que das carnes. A carne deve ser cozinhada para matar as bactérias e os vermes que nela proliferam. E já que a cozedura destrói aminoácidos, é recomendado comer bastantes saladas frescas/cruas e vegetais apenas ligeiramente cozidos.
Através da digestão de alimentos e pela reciclagem dos dejectos proteícos, o organismo tem todos os diferentes aminoácidos constantemente em circulação no sangue e nos vasos linfáticos. O organismo também tem a capacidade de armazenar os aminoácidos no fígado e nas células. Quando o organismo precisa de proteína, os aminoácidos são obtidos imediatamente dessas reservas. (4)
Não produz produtos putrefactos no intestino, evitando assim essa causa de infecções.
É uma alimentação de força e de resistencia, pela abundância em hidratos de carbono, essenciais para o aporte de energia ao cérebro e para a formação de massa muscular.
Dá descanso suficiente aos rins já que não os submete ao trabalho exagerado de neutralização da toxicidade a que a ingestão de produtos animais obriga.
Vegetarianos têm 20% menos colesterol que omnívoros e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e cancro.
O risco de morte por ataque cardíaco nos vegetarianos, comparando com os omnívoros, é 50% mais baixo
Estudos científicos têm demonstrado que os vegetarianos são capazes de executar testes físicos durante 2 a 3 vezes mais tempo do que os que comem carne e recuperam do cansaço em 1/5 do tempo. Existem aliás, em todo o mundo, vários atletas premiados que optaram pelo vegetarianismo ao constatarem os óptimos resultados obtidos. Bons exemplos são Carl Lewis, Edwin Moses, Martina Navratilova, Murray Rose, entre muitos outros atletas campeões em desportos que vão desde a natação, ao atletismo e ao culturismo. (6)
Sílvia Ferreira
(Associação Vegetariana Portuguesa - 2005)
Referências:
http://www.vegansociety.com/html/food/nutrition/http://www.diabetes.org.br/dicionario_alimentos/index.phphttp://www.roche.pt/vitaminas/vitamina/b12.cfmhttp://www.ivu.org/ave/b12sheet.htmlhttp://www.vivasaudavel.pt/produtoA.asp?categ=medicamentos&prod=0000000000000013742&TokenUser=NA&ParentURL=