Madeira DIG deverá gerar outros eventos
Festival tem o último concerto esgotado. Para os outros há poucos bilhetes

Além de ter crescido em número de espaços e entidades envolvidas, o Madeira Dig - Festival Internacional de Artes Digitais deverá ajudar a criar outros eventos de arte digital na Madeira para se realizarem ao longo do ano fomentar a criação artística, adiantou Maurício Marques ontem, durante a conferência de Imprensa no Funchal.
"Estamos a tentar, em conjunto também com o Centro das Artes e outras entidades na Madeira, que ao longo do ano possam existir mais quatro ou cinco eventos mais pequenos nesta área, não só na Calheta, mas também no Funchal e em outros concelhos, e que possamos atrair artistas mais para esta área". As novas iniciativas, sobretudo na área do vídeo, deverão contribuir para apresentar mais madeirenses no alinhamento do Madeira Dig, cuja edição de 2010 começa hoje e decorre até segunda-feira.
O programa desdobra-se em concertos e performances visuais no Centro das Artes, festas nas after-sessions na Estalagem da Ponta do Sol e conferências e apresentações no Centro John dos Passos.
De destacar o facto de parte dos concertos estarem esgotados, sobretudo com público de fora, e de haver poucos bilhetes, referiu o director do Festival, reconhecendo que em termos de público madeirense ainda não é o pretendido. Mais do que querer cativar o público em geral, o Madeira Dig quer os artistas madeirenses.
A edição deste ano apresenta no alinhamento três nomes de referência na área do digital: Janek Schaefer - em 2008 "considerado o compositor do ano na Grã-Bretanha", que actua amanhã; Ben Frost - que tem, nos últimos cinco anos, "granjeado quase todos os grandes prémios desta área", que actua no domingo; e Peter Broderick - que vai fechar o festival na segunda-feira e que na opinião de Maurício Marques, é o que melhor simboliza o que deve ser o Madeira Dig. "É o exemplo de um artista que não utilizando muitos instrumentos digitais - ele utiliza basicamente instrumentos acústicos e analógicos - a sua linguagem de trabalho é uma linguagem digital", justificou.
O Madeira Dig é produzido pela APCA - Agência de Promoção da Cultura Atlântica, pelo Centro das Artes, pela Estalagem da Ponta do Sol e pela DigitalBerlim.de. É precisamente esta ligação entre interesses privados na Ilha e sobretudo esta ligação a privados no exterior que "torna possível ganhar alguma economia de escala na produção cultural e de alguma forma ser a curto/médio prazo auto-sustentável na produção de eventos", afirmou.